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Direito Imobiliário · Distrato

Quer desistir do imóvel? Entenda quanto do valor pago pode ser recuperado

A devolução depende do contrato, da data da compra, do empreendimento e do motivo da rescisão. Antes de aceitar uma proposta da construtora, analise os cálculos e os descontos apresentados.

  • Apartamento na planta, casa, lote e loteamento
  • Leitura integral do contrato e da memória de cálculo
  • Atendimento online em todo o Brasil
  • Sem promessa de percentual de devolução

Perguntas frequentes

Respostas objetivas sobre as dúvidas mais comuns deste tema.

Posso cancelar um apartamento comprado na planta?

Sim. O comprador pode pedir a rescisão do contrato de compra e venda de imóvel na planta por dificuldade financeira, desistência ou descumprimento da construtora. O que muda em cada caso é a forma de devolução dos valores pagos e o percentual que a incorporadora pode reter, conforme o contrato e a legislação aplicável.

Quanto recebo de volta no distrato imobiliário?

Não existe percentual único. A devolução depende da data de assinatura, do regime do empreendimento, do motivo do distrato e do que foi efetivamente pago. Em contratos regidos pela Lei 13.786/2018 há limites legais de retenção; em outras situações, o percentual pode ser discutido. A conta só é possível após a leitura do contrato e da memória de cálculo.

É possível discutir a devolução integral?

Em determinadas situações, especialmente quando há descumprimento contratual, atraso relevante na entrega ou vício do empreendimento, pode ser discutida judicialmente a devolução integral dos valores pagos. Isso depende da análise individual do contrato e das provas, e não há garantia de resultado.

Quanto a construtora pode reter?

A Lei do Distrato prevê limites de retenção sobre os valores pagos, variando conforme o empreendimento esteja ou não submetido ao regime de patrimônio de afetação. Outros descontos cobrados — corretagem, taxas administrativas, fruição — podem ser questionados quando não estiverem de acordo com o contrato e com a legislação aplicável.

Posso fazer distrato com parcelas atrasadas?

Sim. Parcelas em atraso não impedem o pedido de rescisão. Em muitos casos o inadimplemento decorre da mesma dificuldade financeira que motivou o distrato, e o valor já pago continua sendo objeto de devolução, ainda que com os descontos previstos em contrato ou em lei.

Parei de pagar. Ainda posso pedir distrato?

Pode. É comum que o comprador interrompa os pagamentos antes de procurar orientação. Nesse cenário é ainda mais importante analisar o contrato antes de aceitar qualquer proposta, para entender quanto foi pago, quanto pretendem reter e quais encargos estão sendo acrescidos.

A construtora pode negar o distrato?

A recusa administrativa não elimina o direito de discutir a rescisão. Havendo negativa ou imposição de condições desproporcionais, a questão pode ser levada à via judicial para definir o encerramento do contrato e o valor da devolução.

Já solicitei o distrato. Posso discutir a proposta apresentada?

Sim, sobretudo se o acordo ainda não foi assinado com quitação ampla. Mesmo após a assinatura, cláusulas específicas podem eventualmente ser questionadas, embora a margem seja menor. Antes de aceitar, confira a memória de cálculo detalhada.

O que acontece se a obra atrasar?

O atraso além do prazo contratual e da tolerância pode caracterizar descumprimento da construtora, abrindo discussão sobre rescisão por culpa da empresa, multa contratual e prejuízos comprovados, como aluguel pago no período.

Posso cancelar a compra de um lote?

Sim. Contratos de lote firmados com loteadoras admitem rescisão, com regras próprias de devolução. O contrato e a legislação de parcelamento do solo urbano precisam ser analisados em conjunto, sem aplicar automaticamente as regras da incorporação.

Posso cancelar imóvel financiado?

Depende da estrutura da operação. É preciso distinguir o contrato firmado com a construtora do contrato de financiamento bancário, porque cada um tem consequências próprias no encerramento. A análise dos dois documentos é indispensável.

Quanto tempo demora um distrato?

Varia conforme o caminho adotado. Uma negociação bem instruída pode se resolver em semanas; uma discussão judicial segue o ritmo do processo e do juízo competente. Não é possível prometer prazo.

Preciso continuar pagando as parcelas?

Essa decisão precisa ser avaliada caso a caso, considerando o estágio do contrato, os encargos de mora e a estratégia adotada. Interromper pagamentos sem orientação pode agravar a situação financeira do comprador.

Quais documentos preciso reunir?

Contrato e quadro-resumo, aditivos, comprovantes de pagamento, extrato financeiro da construtora, proposta de distrato e memória de cálculo, além de e-mails e mensagens relevantes.

Preciso de advogado para fazer o distrato?

A negociação direta é possível, mas a conferência técnica do contrato e da memória de cálculo costuma revelar pontos que passam despercebidos, como base de cálculo indevida e cumulação de descontos. A decisão é do comprador.

Como calcular o valor do distrato?

Some tudo o que foi efetivamente pago, compare com o total informado pela empresa e identifique cada desconto aplicado, sua base e seu fundamento. O simulador desta página ajuda a visualizar a diferença entre o pago e o oferecido.

Posso recuperar a comissão de corretagem?

Depende de como a corretagem foi contratada e destacada no contrato, e das circunstâncias da venda. É um dos itens mais frequentemente discutidos nas propostas de distrato.

Existe multa no distrato?

Contratos costumam prever multa por rescisão. A validade e o percentual dependem do tipo de contrato, da data, da legislação aplicável e da eventual cumulação com outras retenções.

O que é patrimônio de afetação?

É o regime que separa o terreno, as acessões e os recursos de um empreendimento do restante do patrimônio da incorporadora. O enquadramento influencia as regras de retenção e o momento da devolução no distrato.

Como funciona a Lei do Distrato?

A Lei 13.786/2018 disciplinou o desfazimento de contratos de incorporação e de loteamento, exigindo quadro-resumo com informações essenciais e estabelecendo hipóteses de rescisão, limites de retenção e prazos de devolução. Sua aplicação depende da data e do tipo do contrato.

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Conteúdo informativo produzido por Folha Advocacia (OAB/GO 73.576 · OAB/SP 536.215 · OAB/RJ 267.570 · OAB/RS 139.844-A), CNPJ 57.516.531/0001-59. Publicado em 13/08/2026 e atualizado em 13/08/2026. Este material não substitui a análise individual do caso e não representa promessa de resultado.

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